terça-feira, 17 de março de 2020

Fechamento de fevereiro de 2020

Fechamento de Fevereiro de 2020


         Estou fechando o mês de fevereiro somente em 17/03/20. Estive viajando durante a primeira quinzena de março. Viagem fantástica. Conheci uma parte da França próxima aos Alpes e Genebra na Suiça. Região riquíssima. É uma das partes mais ricas do primeiro mundo. Impressionante como os europeus são mais preocupados com seus semelhantes. No Brasil é cada um por si. Não há um pensamento coletivo de evoluir. A maioria dos brasileiros quer estar sempre levando vantagem sobre os seus semelhantes. 
           Saí do Brasil com o euro custando cerca de 5 reais e quando voltei já estava custando cerca de 5,50 reais. Caceta!!!
                    
          
          Apesar de curtir muito a viagem, confesso que fiquei incomodado pelo fato de a bolsa de valores B3 ter sofrido 5 circuit breakers em cerca de 7 dias. Por mais que na teoria saibamos que a renda variável varia, é desconfortável ver o seu patrimônio aplicado apresentando uma queda de cerca de 60 mil reais. 
         Ainda testei o meu psicológico. Após o primeiro circuit breaker fiz um aporte de 10 mil reais. Todo confiante. Achando que eu era o cara. Depois do terceiro circuit breaker fiz mais um aporte de 10 mil reais no fundo alaska black. Depois disso houveram mais dois circuit breakers e optei por não colocar minha reserva de emergência na renda variável. Agora vamos observar. Pelo menos tenho a certeza e a frieza de que não irei resgatar nenhum centavo da renda variável até que ela se recupere completamente. Pode demorar 5 ou 10 anos. Eu esperarei. E ainda irei rebalancear o meu portfólio com os futuros aportes seguindo a minha alocação de 20% renda variável e 80 % renda fixa. Impressionante como 20 % de renda variável no portfólio fazem uma queda tão grande no mesmo. Quando eu tinha somente 5% de renda variável na carteira e houve a greve dos caminhoneiros eu quase não senti a queda. Mesmo com a queda brutal no ibovespa eu tive rentabilidade positiva naquela época.
       Minha carteira em fevereiro de 2020 apresentou uma rentabilidade negativa de - 0,7% o que resultou em uma queda no patrimônio de R$ 16.610 reais. A queda significativa foi em março.
        O patrimônio total ao final do mês de fevereiro então era de R$ 3.682.000
- aplicações financeiras no brasil: R$ 3.413.000
- aplicações financeiras no exterior: R$ 17.809 (mesmo com a queda importante do S&P 500 a valorização do dólar compensou e saí no positivo).
- previdência privada: R$ 24.200
- empréstimos: R$ 226.900
         Precisamos chegar ao final do ano com 3.750.000 reais para bater a meta. Creio que ao final do mês de março chegaremos com um valor pouco acima de 3.600.000 reais. Iremos fazer um aporte pequeno para o mês que vem devido à viagem que realizamos e devido às futuras quedas no faturamento da nossa empresa, tanto pela época do ano quanto pelo maldito coronavírus.
          Estou ansioso esperando a volta do BULL MARKET, mas sabemos que isso levará um bom tempo para ocorrer. Possivelmente nem ocorra neste ano.

            O que eu acho mais intrigante com essa queda importante das bolsas mundias é ver conhecidos, pessoas com alto nível sócio-econômico, vendendo seus fundos de ações, fundos imobiliários e ações individuais na baixa. E o pior, sem ter necessidade nenhuma de utilizar o dinheiro no momento e provavelmente nem nos próximos 5 anos. Aí sim tem que tomar uma nabada mesmo!
             Agora entendo porque nas grandes crises as ações voltam para a mão dos seus verdadeiros donos.  

             Estou terminando de ler um livro fantástico, principalmente para quem tem interesse em FIRE. Quit Like a Millionaire. Interessante que a autora narra dois episódios de Bear Market na prática e como ela deu a volta por cima. Fala inclusive sobre os aspectos psicológicos das pessoas durante o bear market. Se não fosse pelo marido dela em 2008 teria tido um prejuízo absurdo e certamente não teria se tornado a aposentada mais jovem do Canadá na atualidade. Vale a pena a leitura. Curioso que esses livros maravilhosos não tenham tradução para o nosso idioma. Não é fácil ser brasileiro. Em geral ganhamos muito menos que os habitantes de países desenvolvidos e ainda por cima não temos acesso a vários livros por falta de tradução. Sem contar que a volatilidade do nosso mercado acionário é absurda. Definitivamente o Brasil não é para amadores. 
            Outro livro que mudou a minha mentabilidade foi The Bogleheads, Guide to Investing. Também não traduzido para o português. A Random Walk Down Wallstreet também tive que ler em inglês. Eu diria que são os 3 melhores livros sobre finanças que já li. O próximo livro será The Simple Path to Wealth - JL Collins.

              
             Força e foco piazada! Dessas crises sairemos ainda mais ricos e fortalecidos. Só manter a disciplina e o foco.  
             Gastos do casal em fev/2020 ficou na média, como só trabalhamos em fevereiro o nosso custo total foi de R$ 9500 reais. Claro que março vai ter um gasto bem acima da média pelo fato da nossa viagem. 
            Custos da viagem a França/Suiça (duração todo o trajeto - 11 dias - 2 dias Brasil e 9 dias europa): 2 adultos
euros - dinheiro em espécie  R$     6.000,00

passagens + booking + airbnb
Cartão de crédito

 R$     7.000,00

hotel no Brasil - ida

R$         180,00

hotel no Brasil - ida

 R$         180,00

pedagios ida e volta

R$         400,00
combustível automóvel
R$         805,00
refeições no trajeto - Brasil
R$         400,00
hotel registro 
R$         180,00
farmácia 
R$         200,00
estacionamento próximo
aeroporto

R$         125,00
hotel Cão
R$         328,00
total  R$   15.798,00


       
        

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Fechamento de Janeiro de 2020



            Bom pessoal, vamos para mais um fechamento mensal. Passamos por um mês no qual as ações e os fundos imobiliários tiveram um rendimento ruim. No total da carteira meus fundos imobiliários baixaram 4 mil reais no valor total e as ações aproximadamente o mesmo valor. Portanto, tive uma queda de 8 mil reais na parcela da renda variável. Mas devido ao aumento do IPCA nos últimos meses e da grande quantidade dos títulos atrelados a este indicador que nós possuímos, obtivemos um aumento de 22.500 reais no total da carteira no mês de janeiro de 2020. Um rentabilidade aproximada de 0,71% no mês. Aceitável para uma carteira conservadora.  
            Estou seguindo firme com a minha alocação de ativos. Assisti a algumas aulas sobre asset allocation e realmente vou manter a minha estratégia em 2020 de 20% renda variável e 80% renda fixa, conforme já comentei em postagens mais antigas. 
            Comprei um curso on-line do hotmart de um educador financeiro chamado Allan Duarte (www.alanduarte.com.br). Um custo de 297 reais. Ótimo investimento. Inúmeras aulas sobre educação financeira. Ele adapta os conceitos da Teoria Moderna do Portfólio à realidade brasileira.  Baseou-se em estudos que ele realizou sobre a economia brasileira nas últimas décadas. Achei bem interessante. Não visualizei todas as aulas, mas todas que eu assisti achei bem interessante. Surpreendeu-me o fato de que parece que só eu comprei as aulas na plataforma. Dei nota máxima. Acho que fazer o curso todo e ler sua apostila (umas 400 páginas) engrandece mais do que ler todos os livros e assistir a todos os vídeos do Gustavo Cerbazi, da Nathalia Arcuri e daquele fanfarão do primo rico (Thiago Nigro). 

             

            Quanto à parte de investimento resolvi aplicar no XP Private Equity. Investimento para longo prazo e sem liquidez, mas que se o gestor obtiver retornos semelhantes à aqueles que ele obteve na Actis vai valer a pena. Custo de entrada 154 k. Plano de iniciar os desinvestimentos após uns 5 anos. Acho que só é interessante entrar nesse fundo quem tem carteiras maior que 2 milhões de reais. 


            Então, fechamos o mês com o patrimônio de R$ 3.494.051,00 em aplicações financeiras. Três milhões e meio. Nesta semana realizaremos um aporte monstro de cerca de R$ 75.000. São resquícios de altos rendimentos relacionados aos 2 meses anteriores. Temos que aproveitar enquanto na nossa área ainda é possível obter esses rendimentos. Vejo um futuro difícil para gerar renda na minha área.              Quanto aos gastos do casal durante o mês de janeiro foram de "apenas" 9744 reais. Em ordem decrescente: restaurante (R$ 1584), roupas (R$ 1405) e carros.   
            Por hoje é isso pessoal. 
              

domingo, 5 de janeiro de 2020

Fechamento de 2019

Fechamento do ano 2019

                 
     
        Lá se vai mais um ano. E continuamos na luta para se tornar FIRE. Por sermos extremamente conservadores, infelizmente tivemos uma rentabilidade na nossa carteira de cerca de 8.745 % ou 146.77 % do CDI. Vejo o pessoal nos blogs atingindo até 20% de rentabilidade. Acho ótimo. Mas invejo a tolerância ao risco que essas pessoas possuem. Passei o ano com cerca de 90 a 95% aplicado em renda fixa.
        No total tivemos um rendimento das aplicações de R$ 231.386,87 e dos aluguéis de cerca de R$ 33.600. Total de rendimento SEM TRABALHAR R$ 264.986,87. Nem conto o nosso apartamento no litoral pois o DY é tão ruim que já desanimei. O pouco de aluguel que entra neste imóvel está sendo utilizado para pagar a reforma do prédio e os custos de manutenção. Após o término da mesma irei vender o imóvel e possivelmente jogar nas aplicações ou comprar dois imóveis de menor valor.
        Desde novembro venho mudando a minha alocação de ativos. Optei por ter cerca de 80% do patrimônio em renda fixa, 19% em renda variável e 1% no exterior (conta da avenue). 
        Dos 20% que não estão na renda fixa aplicarei cerca de 6% fundos imobiliários, 6% em ações, 7% em fundos multimercados e 1% no exterior.
         Em relação aos fundos imobiliários tenho atualmente os seguintes: Valores divididos igualitariamente entre si. 
- CPTS11b (papel)
- RBRR11
- UBSR11
- VRTA11
- KNCR11
- BCFF11 (FOF)
- LVBI11 (Logistico)
- GGRC11
- XPLOG11
- HGLG11
- FVPQ11 (shopping)
- ABCP11
- MALL11
- RBVA11 (agência e varejo)
- HGRE11 (escritórios)
         Gosto muito de estudar sobre fiis. Já li quatro livros sobre o assunto e até tenho paciência de ler os relatórios. Mas realmente os valores das cotas estão fora da realidade no momento. O P/VPA está fora da realidade. O pessoal está comprando cotas de fundos pagando pela cota 1,73 de P/VPA; é surreal (vide HGLG11). É como comprar um apartamento de 1 milhão de reais por 1,73 milhões. É muita sardinha saindo da renda fixa e comprando FII enlouquecidamente. Sei que sou uma sardinha burra como diria o Bastter, mas nem tanto. 
           Meu plano para 2020 na área de FIIs é participar de eventuais subscrições de FIIs que já tenho e ficar de olho em alguma oportunidade que houver. Fiquei extremamente feliz com a notícia do FRUGAL SIMPLE de que haverá um ETF de FIIs a partir do ano que vem. É chato ficar fazendo stock picking de FIIs. Atualmente temos 15 FIIs, pretendo manter de 15 a 20 FIIs na carteira. Estou de olho no BARI11 agora,  
           Em relação à renda variável realmente não tenho conhecimento suficiente e nem tempo para ficar estudando ações e fazendo stock picking. Portanto, optei por diversificar a parte de ações em 3 fundos de ações, 1 etf e algumas ações que comprei no passado.
- 30 % Absolute Pace Long Biased Advisory FIC FIA
- 30 % IP - Participações IPG FIC FIA BDR Nível 1
- 30% Alaska Black FIC FIA - BDR nível 1
- 10% ETFs e stock picking: DIVO11, BBAS3, PETR3
           Quanto aos fundos multimercados dividi em 4 fundos. Dois mais agressivos e dois mais conservadores:
- Ibiuna Hedge STH FIC FIM: 30%
- AZ Quest Multi Max FIC FIM: 30%
- Kinea Chronos FIM: 20%
- Opportunity Total FIC de FIM
          Pedi resgate do fundo ADAM macro strategy que vem há mais de um ano levando ferro.
          Em relação aos investimentos no exterior, aplico apenas 1% da nossa carteira. Não tenho planos de morar no exterior e acho que perdemos muito quando resgatamos o dinheiro da conta americana e tentamos trazer de volta ao Brasil. Tanto a avenue quanto o remessa online cobram uma porcentagem muito alta para fazer o câmbio dólar para real. Portanto é um dinheiro que é para ficar indefinidamente no exterior e não repatriá-lo. Só aumentaria os aportes caso a corretora nos fornecesse um cartão de débito internacional.
          Dezembro foi um mês de muito trabalho. Fizemos um aporte grande agora no começo de janeiro. A nossa meta é para ser batida em dezembro de 2020 (ter R$ 3.750.000). Fechamos o mês de janeiro com R$ 3.470.000. Provavelmente, mesmo se optar por não aportar mais, a meta será batida até a data prevista. Tudo está se encaminhando para virarmos FIRE em dezembro de 2020 com uma renda passiva de R$ 20.000 reais mês.
          Mas, após muita conversa entre eu e a minha esposa, optamos por manter o aporte por mais um tempo.


            Todo o plano de FIRE exige ajustes. Profissionalmente vemos que no futuro próximo ficará cada vez mais difícil de obtermos uma boa renda. Dentro de 5 a 10 anos dificilmente obteremos uma renda tão alta como temos agora. Portanto, optamos por continuar os aportes porém sem uma taxa de poupança tão agressiva . Optamos por aplicar de agora em diante cerca de R$ 20.000 mensais. Ano passado, principalmente no segundo semestre, aplicamos uma média de 60.000 reais mensais. 
             A idéia agora é curtir. Viajar mais. Ano de 2019 viajamos menos do que em 2018 pois estávamos focados em bater a meta.
             Tá, mas qual é a meta agora?


              Bom, após o casal ter pensado muito a respeito, eu achava que atingir uns 20 k mês de renda passiva era suficiente. Mas, a minha esposa pensa como a nossa ex-presidenta. Ela quer dobrar a META!!!
           

            Caraio!!! Dobrar a meta? Isso mesmo. Ela quer dobrar a meta. A minha idéia era entrar em modo coast fire já no começo de 2020. Parar de aportar e trabalhar somente para curtir. Em cerca de mais 10 anos a meta dobrada seria inevitavelmente batida. Mas quem sabe fazendo aportes mensais de 20 mil reais por mês não conseguimos dobrar a meta em cerca de 7 anos? Ou até mesmo antes conforme a economia melhore e tenhamos mais exposição à renda variável? Esperamos que a figura acima e seu partido fiquem longe do planalto. A realidade é que dá uma tranquilidade indescritível tendo um patrimônio grande trabalhando por nós. A pressão no trabalho diminui e a vida fica mais leve. Sempre tenho em mente aquilo que o Warren Buffet diz: "se você não encontrar um jeito de ganhar dinheiro enquanto dorme, você vai trabalhar até morrer."  
            Ótimos investimentos para todos e um 2020 com muito rendimento e renda passiva. 

Gastos em dezembro/2019


            Somando todos os gastos do casal chegamos ao valor total de R$ 7.021. Foi um mês de muito trabalho, provavelmente foi o mês no qual mais trabalhamos e consequentemente mais faturamos no ano. Não sobrou muito tempo para curtir. De gastos não recorrentes tivemos as compras de presentes de natal. 
             Os principais gastos em ordem decrescente foram: mercado, restaurante, automóveis e presentes. Geralmente os carros são nosso maior custo mensal, porém neste mês não viajamos, gastando menos combustível e não houve nenhuma manutenção ou revisão dos mesmos. Os meses nos quais mais gastamos são aqueles nos quais viajamos. Normalmente nestes os gastos dobram.
             Gastos do casal nos últimos meses:
a) setembro: R$ 9.834
b) outubro: R$ 8.292
c) novembro: R$ 8.521
d) dezembro: R$ 7.021


sábado, 7 de dezembro de 2019

Fechamento de novembro 2019


         Finalmente chegamos em dezembro de 2019. Estamos ansiosos para bater a nossa meta. Certamente dentro de 1 ano estaremos atingindo o patrimônio de 3.750.000 reais em aplicações financeiras e mais uma renda passiva de R$ 7.500 com os aluguéis dos imóveis. Somando os 7.500 reais dos aluguéis + R$ 12.500 reais (regra dos 4% de R$ 3.750.000) teremos uma renda passiva de 20 K mensais. 
       

        Fiz este gráfico sobre a evolução patrimonial desde 2017. Impressionante como praticamente dobramos o valor total das aplicações em cerca de 2 anos e meio (30 meses). Na realidade somando o dinheiro que temos emprestado para terceiros nós mais que dobramos. Esta queda observada no gráfico em junho de 2019 foi dinheiro que emprestamos. 
         Neste período ainda compramos uma sala comercial (quitamos 100% da mesma) e pagamos metade da primeira. Foi muito trabalho e esforço e altas taxas de poupança. Erros todos cometemos. O nosso principal erro foi comprar um apartamento de aluguel de temporada com alto custo de manutenção e que gera um DY de apenas 0,25% ao mês. 


          Além disso fiquei cerca de 5 anos aplicando todo o dinheiro em um LCA do Banco do Brasil que pagava cerca de 80 % do CDI. Se não tivesse mantido tanto tempo minhas aplicações num LCA do BB e nem comprado aquele apartamento de aluguel nós já seríamos financeiramente independentes. Já teríamos atingido a meta final. Faltou estudo e leitura de minha parte. Temos que mudar o pensamento de que investimento é poupança e imóveis.
           Mas não tem como não cometer algum erro de vez em quando. O momento é de ir consertando os mesmos. Este imóvel de baixo DY está passando por uma reforma estrutural que vai custar cerca de 4 a 5 k por condômino. Após  iremos vendê-lo e aplicá-lo em algo com DY maior. Certamente irá valorizar após a reforma. Hoje mesmo recebemos uma proposta de 760 k pelo imóvel em plena reforma. Gastamos cerca de 650 k em 03/2016 já com todos tributos e uma pequena reforma pagos. Reajustando pela inflação o valor atual deveria ser de 821 k. Claro que houveram 3 anos de aluguéis que geraram cerca de 80 k. Se vendesse hoje teria então 840 K menos a comissão da imobiliária. Conclusão, muita dor de cabeça para estar praticamente empatando com a inflação do período. Se eu tivesse deixado aplicado este dinheiro na corretora, com os rendimentos das nossas aplicações já teríamos praticamente R$ 900.000. 
           Essa idéia antiga de investir em imóveis vem das gerações de novos pais e avós. Jurei para mim mesmo que nunca mais comprarei um imóvel como investimento, exceto se forem FIIs é claro.
           


               Caraca, eu a minha esposa praticamente só estudamos dos 20 aos 30 anos de idade. E dos 30 até agora próximo dos 40 praticamente só trabalhamos. O objetivo agora é assim que bater a meta entrar em modo COASTING FIRE. Isso seria praticamente parar de realizar aportes e trabalhar somente para pagar as nossas despesas anuais e viagens. Deixar o dinheiro trabalhar para nós para até que o BOLO FINANCEIRO aumente um pouco mais. Creio que quando o dinheiro duplicar sozinho a idéia é literalmente CHUTAR O BALDE.  


               Essa idéia de IF veio exatamente na hora certa. Estamos em um momento que nas nossas profissões a renda mensal vem diminuindo progressivamente e possivelmente não conseguiríamos manter aportes tão altos num futuro de uns 5 anos. 
               Em relação aos investimentos eu começei a mudar a minha alocação de ativos. Eu estava com 95% alocado em renda fixa. Acabei vendendo todos os meus fundos de debentures incentivadas (foi um erro). Atualmente estou quase fechando a minha alocação de 5% em ações (ETF de dividendos + BBAS3 + PETR3 + fundo alaska black BRD I + fundo IP + absolute PACE), 5% em FII (13 fundos atualmente), 5% exterior (ETFs - metade em BONDS e metade em ETF do S&P 500), 5% em fundos multimercados (adam macro, opportunity e ibiuna - este último estou estudando). 
               O que me incomoda quanto aos investimentos no exterior é a grande quantidade de grana que perdemos quando tentamos trazer o dinheiro de volta. Quando você manda o dinheiro o câmbio é extremamente favorável. Mas quando tenta trazer de volta acaba perdendo cerca de 5% do valor na conversão do dólar para real. No momento que a corretora tiver um cartão de débito internacional aí sim pretendo aumentar a exposição em dólar. Passar para 10% ao menos. Impressionante como é prazeroso ver os dividendos em dólar caírem na conta. Ruim é o Donald taxar em 30% o lucro sobre os dividendos. Planejo futuramente trocar de corretora e comprar ETFs de acumulação baseados na Irlanda para não tomar essa mordida do leão americano. A minha atual corretora não negocia ETFs estrangeiros. 
               Sobre os gastos do casal nestes últimos 3 meses:
a) setembro: R$ 9.834
b) outubro: R$ 8.292
c) novembro: R$ 8.521
               Como não viajamos nestes 3 últimos meses os gastos foram bem menores. Descobri as nossas maiores despesas em ordem descrescente: 
1- VIAGENS
2- AUTOMÓVEIS (TEMOS 2) - eu gostaria de fazer um downgrade no mais gastador mas minha esposa não quer. Preza pela segurança que o mesmo nos traz. 
3- RESTAURANTE
4- MERCADO 
              Bom pessoal, por enquanto era isso. Vamos a luta que a vida não está ganha. Abraços a todos os guerreiros da FIRESFERA. Dica: escutem os podcasts do SRIF365. Ótimos entrevistados. 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Custos Mensais para Um Casal





        Boa noite senhores da Firesfera. Então hoje irei fazer um post rápido sobre os custos mensais. Somos um casal sem filhos até o momento. Ainda não temos plano de ter filhos. Por que será que há uma incidência tão grande de casais que não querem ter filhos dentre as pessoas que estão na busca da independência financeira precoce? Vejamos os exemplos dos seguintes casais: Viver de Renda, SrIF365, Frugal simple (pelo menos até agora), Corey, dentre tantos outros até o momento. Creio que realmente quando se tem filhos o planejamento da FIRE tem que ser a prova de erros. Não tem como não criar o filho e mantê-lo até o mesmo ter uns 24 anos. É uma responsabilidade tremenda. 
         Bom, consegui anotar praticamente todos os gastos do casal durante os últimos 60 dias. Usamos o aplicativo GASTOS DIÁRIOS 3. Bem simples de usar. Mas realmente exige uma disciplina tremenda do casal. Eu por ser mais TOC (obsessivo compulsivo) não deixo passar nada. Mas creio que minha esposa as vezes esqueça de anotar algo das suas despesas

                                                                           T.O.C.

        No mês de setembro tivemos um custo mensal de R$ 9.834,84 para manter o casal. No mês de outubro o custo foi de R$ 8.292,34. Viajamos um pouco menos neste ano em relação aos anos anteriores. Já realizamos o cálculo previamente e verificamos que a média dos custos mensais sem viajar gira em torno de R$ 10.000 reais por mês. Porém, sabemos que os maiores gastos que possuímos anualmente são as VIAGENS. Realmente não me importo nenhum pouco de gastar para viajar. Acho que é o maior investimento. 
         Tirando as viagens, o nosso maior custo são os automóveis. EITA coisa cara! Um dos carros custa 6720 reais por ano para manter. Isso só de despesas fixas como seguro e ipva. E o outro 1392 reais. Total de 8112 reais fixo por ano. Agora se acrescentar combustível, revisões e manutenção isso aí deve dobrar. Mês para trocar um par de pneus custou 1200 reais. Uns 6 meses atrás teve uma revisão na qual gastei 2000 reais para trocar o alternador. A qualquer momento pode estragar uns bico injetores que custam 6.000 reais para trocar. Já passei por isso há uns 5 anos. Realmente concordo com a menina do https://www.millennial-revolution.com/ de que o carro é o segundo maior vilão da FIRE depois do imóvel próprio. 
         Se eu morasse em um lugar com mobilidade urbana adequada certamente teria somente um automóvel. 

         
            Já sugeri para a minha esposa para fazermos um downgrade do automóvel mais gastão mas ela não quer. Acha que por ser seguro não vale a pena diminuir a segurança com um automóvel inferior e ter mais chance de morrer em um acidente. Acho que se tivessemos passado a vida inteira andando de táxi já seríamos FIRE. 
            A segunda maior despesa é o mercado e a terceira são restaurantes. Estes dois itens alternam-se entre si dependendo do mês. Difícil mudar os gastos nestes dois itens. 
            Quanto aos investimentos do mês. Já falei que comecei lentamente a migrar algum recurso para a renda variável. Hoje caiu um CDB que pagava IPCA + 7,25 ao ano. 

           Caramba.Vai demorar para haver novamente um título de renda fixa pagando IPCA + 7,25. Só se voltar ao governo aquela que estoca o vento e saúda a mandioca, ou algum membro de sua turma.  Acabei comprando mais umas cotas do FII HGRE11. É um fundo gigante que representa quase 3% do IFIX. Predomínio de Lajes corporativas. Extremamente seguro e bastante resiliente durante as crises. Claro que tudo tem um preço. Paga um DY bem baixo. Apenas 0,44 % mensalmente. Mas a idéia é que com a melhora da economia a vacância dos escritórios em SP irá diminuir e esse DY deve aumentar. A maioria dos imóveis desse fundo são localizado em SP. É parte defensiva da carteira de FIIs. Como tenho uma exposição muito grande em FIIs de logística e de papel estava tendo que aumentar a parte de escritórios. 


           Última dica antes de encerrar. Tenho uma continha na AVENUE.US para fazer algumas pequenas aplicações do exterior. Hoje estive reaplicando alguns dividendos de ETFs de renda fixa e tive a grata novidade de que eles não irão começar a cobrar a taxa de custódia. A partir de dezembro o plano deles era de iniciar a cobrança desta taxa. Mas pelo que o funcionário me explicou no chat, desistiram definitivamente de cobrar esta taxa. 
           Feito pessoal. Por hoje era isso. 



domingo, 10 de novembro de 2019

Fechamento do Mês de Outubro 2019

      Bom dia colegas da nossa firesfera brasileira! Estamos de volta para fechar o balanço de outubro.



- Imóvel A (aluguel de temporada): custo de 750 mil reais e um DY de 0,21 liquido de IR (sei, ridículo né). Gera 1583 reais mensais.
- Imóvel B (sala comercial): custo de 750 mil reais e um DY de 0,37 (liquido de IR).
- Imóvel C (sala comercial): custo de 720 mil reais. Será entregue em dez/2020. DY será parecido com o do imóvel B, talvez um pouco menor.
- aplicações na corretora conta A e B (R$ 1.667.763,76 + R$ 1.160.936,18: total de R$ 2.828.699.94) 
- previdência privada: R$ 24807,57
- empréstimos: R$ 442.600
- corretora avenue: U$ 2587 ou R$ 10632.57 
- poupança: R$ 7.172,66 💀 (poupança, meu DEUS DO CÉU que burro!)             
- total investido: R$ 3.313.280.17 (aplicações) + R$ 2.220.000 (imóveis): R$ 5.533.280.17 

            Então colegas da firesfera, nossa meta esta marcada para dezembro de 2020. Neste mês receberemos a entrega do nosso último imóvel que está em construção. Comprado na planta. Uma sala comercial que esperamos que seja alugada por um valor aceitável. O valor total que pretendo ter aplicado nas contas da corretora é de R$ 3.750.000 até esse mês (dez/2020). Portanto, ainda falta cerca de R$ 436.720. Este é o valor que junto com os aluguéis deverá gerar uma renda passiva de 20 k mensais. Para os 3.750.000 reais o plano é de usar a regra dos 4% e o resto da renda passiva virá dos aluguéis.   
            Neste mês que passou (outubro) a rentabilidade da minha carteira foi ridícula. Numa conta a rentabilidade foi de 0,42 % e na outra de 0,74, uma média de 0.58 %. Ridículo! A explicação para isso é porque o IPCA de outubro foi de 0,10 %. Tenho muitos títulos de renda fixa atrelados ao IPCA (CDB, CRA, debentures). No total o rendimento da carteira foi de R$ 17.605. Pouco para um patrimônio de quase 3 milhões de reais.  
            Aonde quero chegar com esses cálculos? Tenho mais 12 meses de aporte para atingir os 436 k. Portanto, necessito crescer o patrimônio em R$ 36.393 por mês. Tenho um crescimento patrimonial mensal de 17.5 k com as aplicações e mais 2,8 k com um dos aluguéis e cerca de 1.5 k com o outro aluguel. Ficam faltando cerca de 14,500 reais de aporte por mês da minha parte. Não é coisa pouca, mas vamos conseguir. É o esforço final para atingir a linha de chegada.  
            Nestes cálculos eu nunca contabilizo o nosso escritório e o nosso apartamento. Penso que o nosso escritório seria uma reserva tática. Caso realmente desistamos completamente de trabalhar num futuro próximo ele poderá ser alugado. Mas não conto com isso até o momento. O nosso apartamento residencial seria o imóvel mais barato que possuímos. É simples e deve custar metade do valor dos outros imóveis. No momento ainda não sentimos necessidade de ir morar em um lugar maior. Até agora optamos por não ter filhos. Mal consigo cuidar do cachorro.
            Lentamente tenho aumentado a minha locação na renda variável. Quando realmente eu estava empolgado em aumentar mais rapidamente a alocação neste tipo de investimento, os senhores do STF resolvem derrubar a validade de prisão após a segunda instância. Resultado, queda no ibovespa e aumento na cotação do dólar. O senhor mercado realmente sabe o que é melhor para a economia. Com o Lula solto a chance de o PT voltar à presidência aumenta e consequentemente o risco brasil piora. Foi a pá de cal que infelizmente enterrou de vez a Lava Jato. Desanima o funcionamento político de nosso país. A decisão do STF é a decisão desesperada pela sobrevivência do Brasil corrupto e desigual! 
           

               Mas, temos que ter um pouco de fé! Ainda há a esperança de que o congresso vote o quanto antes a PEC que traga de volta a prisão após segunda instância. Como todos sabemos o Lula solto não é interessante para o futuro econômico do país.  
               Bom, mas o que fiz para aumentar a minha exposição em renda variável? Realmente no momento ainda não tenho muita confiança em aplicar na renda variável por ainda estar estudando. Apliquei um valor no fundo de ações Absolute Pace Long Biased Advisory. Realmente dá um aperto no coração por pagar taxas de administração de 1,9 % e taxa de performance de 20%. Rendeu 39% neste ano de 2019. Sei que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura e que no longo prazo essas taxas podem reduzir bastante o desempenho do fundo, podendo até mesmo a fazer com que o mesmo perca para o ibovespa. 



              Mas no momento ainda não sinto que tenho condições de administrar minha carteria de renda variável sozinho. O absolute pace é um fundo que pode operar vendido nos momentos de crise para tentar não sofrer tanto quando houver uma queda no ibovespa. No momento sei das minhas limitações e conforme o aprendizado pretendo fazer meu stock picking. Já tenho portanto dois fundos de ações (Alaska Black também), DIVO11 (etf que baseia-se em ações boas pagadoras de dividendos), ações do Banco do Brasil que comprei no follow-on e da petrobrás que comprei quando o ministro Paulo Guedes (este é o cara) começou a vender as ações que pertenciam à caixa econômica.


              Agora tenho estudado sobre as ações das empresas ligadas à energia elétrica. São ações mais resilientes durante os tempos de crise. Afinal mesmo nas crises as pessoas não param de consumir energia elétrica. Achei interessante a ENBR3 que tem investimentos desde a produção, transmissão e distribuição da energia. É uma empresa com grandes chances de crescimento no longo prazo, por isso que o DY não é muito alto (cerca de 5,13% ao ano - média de 5 anos).


              Interessante como é absurdamente mais fácil encontrar material (artigos, livros, vídeos, podcasts) sobre ações do que sobre fundos imobiliários. 
             Por hoje é isso pessoal. Força e foco, ficamos todos na torcida por um Brasil melhor. 

               

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Quando a água bate na bunda...

Quando a Água Bate na Bunda


           Bom pessoal. Hoje vamos resumidamente falar da parte das aplicações financeiras que temos na corretora brasileira. O ministro da economia Paulo Guedes estava falando sério quando disse que o Brasil deixaria de ser o paraíso dos rentistas. Durante muitos anos tivemos a taxa selic com valores absurdamente elevados em relação ao resto do mundo. Desde 2000 ela saiu de cerca de 17% e atingiu 26,50 % em 2003. Em 2016 atingiu 14,25 e vem caindo progressivamente até o valor atual de 5% (30/10). 
           Grande parte dos investidores brasileiros mantinham 100% do seu portfólio em renda fixa. Inclusive eu. Era mais fácil ganhar dinheiro com o CDI do que com o IBOVESPA. 


            MAS, atualmente com o CDI em progressiva queda, está ocorrendo uma debandada geral da renda fixa para aplicações mais arrojadas. Acho que eu infelizmente sigo a manada. Até pouco tempo atrás minhas aplicações estavam praticamente todas em renda fixa, exceto algum pequeno valor em fundos multimercados. 
            Então, qual foi a minha estratégia inicial com essa queda no CDI. Inicialmente segui a manada e comecei a comprar mais títulos de crédito privado. Parei de comprar CDBs, LCAs, LCIs e comecei a comprar CRAs, CRIs, debêntures e fundos de debêntures. No começo parecia ser suficiente para manter uma rentabilidade aceitável na carteira. 
            Porém, com a selic ficando abaixo de 6 % até os títulos privados começaram a render pouco e com um risco não desprezível de default. Os fundos de debêntures que por um período foram as vedetes da manada deixaram de ser interessantes. Por sinal tenho os três aí abaixo.  


              Então, como bom seguidor da manada, finalmente comecei a investir em fundos de investimento imobiliários. Li três livros sobre FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário - Roni Mendes; Introdução aos FII - Andre Bacci; Investindo em FII - Um Panorama sobre a Realidade Nacional dos Fii - João Henrique Marques de Oliveira Ramos). Atualmente estou lendo Guia Suno Fundos Imobiliários. 
               É interessante como o investidor brasileiro tem evoluído rapidamente nesta área de FIIs. Quando passei a me interessar por FIIs, só existia o livro do André Bacci sobre o assunto e as informações na internet e no youtube eram relativamente escassas. Atualmente existe uma quantidade bem maior de livros sobre o assunto. No youtube a quantidade de vídeos e lives sobre os FIIs são gigantescas. Sites como o clubefii, teztner e funds explorer ganham centenas de usuários por semana. Sem muita dificuldade você descobre na internet várias pessoas vivendo de renda com os fundos imobiliarios (blog do srif 365, conejo do Teztner - cantinho do conejo, aquele youtuber do Viva de Renda com Fundo Imobiliário).   
              Mas, como toda boa sardinha, inicialmente comprei somente FIIs de papel (vrta11, cpts11b, kncr11, ubsr11, rbrr11 e depois hgcr11), numa época na qual os fiis de tijolo estavam com um P/VPA descontado. Era um período no qual eu deveria ter enchido o carrinho com fiis de tijolo. Eu estava desconfiado de que o negócio era muito arriscado e que eu iria perder muito dinheiro caso houvesse alguma desvalorização súbita, algo que acontece com menor intensidade com FIIs de papel em relação aos de tijolo. Importante salientar que com uma eventual subida da taxa selic, enquanto os FIIs de tijolo desvalorizam os de papel tendem a se valorizar. 
              Lentamente passei a comprar os fundos de tijolo. Fiz algumas coisas certas tipo comprar o AGCX11 quando a turma já estava deixando de lado os FIIs de agência. No livro do Joao H. M. de O. Ramos ele já citava que esse fundo sairia na frente de seus pares de agência pois haviam os rumores de ele viraria um FII de varejo. Não deu outra, após uma assembléia optaram por liberar a compra de imóveis que seriam utilizados para outras finalidades que não fossem agências bancárias exclusivamente. Até o nome do FII foi mudado para RBVA11. A cota aumentou e tive uma valorização interessante. Não dá para passar a vida inteira sendo uma sardinha devorada pelos tubarões. 
               Depois fui comprando fiis bem sólidos tipo HGLG11, GGRC11, ABCP11 (que depois comprovou não ser tão sólido assim) e HGRE11. Fui criando coragem e passei a comprar também FIIs mais novos e não tão consolidados tipo LVBI11 (IPO 2018), XPLG11 (IPO 2018 - este me incomoda com aquela taxa de performance de 20% do que exceder IPCA + 6%) e mall11. Por enquanto esta é a minha carteira de FII. Sigo estudando, lendo livros e acompanhando fóruns. Gosto de escutar os podcasts sobre FIIs (clubefii podcast no spotify). 
                Pretendo algum dia deixar de ser uma completa sardinha nessa área, algo que só se adquire com muito estudo e com o tempo. A experiência torna o investidor mais inume a entrar em "furadas." Vejo a manada comprando enlouquecidamente FLMA11 com um P/VPA de 2,23 e com um DY de 0,23% no mês. A cotação subiu 13% hoje!!! Talvez haja alguma informação oculta? Alguém sabe informar se realmente aconteceu algo ou é só as sardinhas saindo da renda fixa e comprando os FIIs. Talvez pelo preço baixo da cota do FLMA11 (atualmente em 6,47 reais a cota). Sei lá. 

                 
                   Bom, depois de passar da renda fixa para os FIIs finalmente me dei conta de que é a hora de entrar no mercado de ações. Somente agora que a bolsa vem subindo enlouquecidamente há 3 anos me dei conta né? Perdi esses três anos de bullmarket do ibovespa. Também perdi os 11 anos do bullmarket americano. Agora que está tudo no topo resolvi investir neste tipo de renda variável!

            
            Como dizem que no longo prazo não é válido fazer o market timing, vamos investir em ações.              
            Então, ações realmente é um mundo a parte. Acho disparado a parte mais difícil de entender do mercado de investimentos, principalmente por nunca ter gostado de matemática e de ciência exatas. Nunca fui muito fã de números. Mas como dizem, se não quiser passar o resto da vida trabalhando dê um jeito de ganhar dinheiro enquanto dorme. No caso dos FIIs o funcionamento é fácil de compreender pois tudo é baseado em imóveis e aluguéis. Já no caso de ações a história é outra. 
           Para começar li o livro do Décio Bazin (Faça Fortuna com Ações Antes que Seja Tarde). Depois por sugestão do colega frugalsimple li o livro The Bogleheads Guide to Investing. Acho que se fosse para escolher somente um livro para ler sobre investimento seria este. Fantástico. O John C. Bogle mudou absurdamente a maneira de os americanos investirem. Comprovou que no longo prazo nenhum hedgefund (fundo multimercado) ou fundo de ações consegue bater o índice do S&P 500. Tudo comprovado cientificamente. Explica que as taxas são umas das grandes responsáveis por isso. Depois li o livro a Random Walk Down Wall Street (Burton G. Malkiel), o qual tem uma filosofia semelhante.
            Vejo no Brasil o fundo Alaska Black. Eu tenho o fundo. Acho o Henrique Breda um cara muito inteligente e a equipe eficiente. Mas convenhamos, será que num prazo de 15 a 20 anos ele vai estar batendo no ibovespa cobrando uma taxa de administração de 2% ao ano e taxa de performance de 20% do que exceder o índice IPCA + 6% ? Acho difícil. Os americanos demoraram anos para se dar conta disso. Somente depois de John Bogle abrir a Vanguard que eles se convenceram disso. Claro que as taxas dos fundos e etfs da Vanguard são baixíssimas. Chegam a ser 0,04% ao ano.
          Mas acho que em breve teremos ETFs brasileiros com estas taxas. Atualmente eles combram cerca de 0,5% ao ano. Ao menos bem menor que os fundos de ações e multimercados nacionais.
         Então, como eu entrei no mercado de ações. Primeiramente comprei alguns fundos multimercados (verde, spx nimitz, adam), os quais investem uma parcela do montante em ações. Inicialmente comprei fundos de ações tipo o alaska black. Depois comprei algumas ações individuais. Comprei petr3 naquela oferta pública. Jogada muito interessante do Paulo Guedes. Acho que com a política de privatizações das refinarias e das subsidiárias ela tende a se valorizar no longo prazo. O sonho seria se privatizassem toda a estatal. O valor da ação iria bombar. Depois comprei bbas3 pois o Banco do Brasil seria o banco mais descontado em relação aos seus pares. ITUB estaria muito valorizada. Comprei no follow-on. E finalmente, comprei o ETF DIVO11. Como diria o colega frugal este segue a filosofia do Décio Bazin de que as empresas boas pagadores de dividendos são as melhores no longo prazo. Entretanto o frugal comprou o etf BBSD11 que replica a carteira do índice dividend aristocrats da Standard and Poors.
           Todo esse papo para dizer que somente 5% da minha carteira é de renda variável (cerca de 150 k em RV). MAS QUE ABSURDO! Porém, estou migrando praticamente todos os títulos que vencem da renda fixa para a renda variável. Tenho muitos cds com IPCA +7,5% e IPCA + 6%, debentures IPCA + 7,5%, CRAs IPCA + 5%, CRIs IGPM + 5,5%. Então não estou desesperado ainda. Acho que posso fazer essa mudança de forma gradual. Há cerca de 3 anos eu estava 100 % em renda fixa. Então, prefiro ir fazendo essa migração de forma gradual conforme forem vencendo os títulos e entrando novos aportes. Acho que um mínimo de estudo é necessário para fazer esta transição. Num futuro próximo pretendo estar alocado 50% renda fixa, 40% variável e 10% no exterior. Atualmente tenho cerca de 1 % no exterior. Basicamente etfs. Permanecendo com a selic em níveis baixos irei aumentar ainda mais a exposição em RV. 
            Portanto, o objetivo deste POST é mostrar a fase pela qual grande parte dos investidores brasileiros está passando. Infelizmente venho daquela cultura de que o imóvel que é bom investimento. No início investi muito em imóveis. Depois passei para a fase da renda fixa. Após comecei a migrar para os FIIs e finalmente cheguei ao mercado de ações. Sei que tem investidores fodásticos que estão posicionados 90% em ações desde a queda da Dilma e aproveitando o bullmarket para fazer pequenas fortunas. Mas tenho que mostrar o lado da maioria dos investidores brasileiros que se acostumaram a ganhar dinheiro com as altas taxas da selic e que agora que a "água bateu na bunda" começaram a estudar e se espertar. Em todo esse período eu estava apenas focado em trabalhar e aportar, sem se preocupar em que tipo de investimento aplicar. Me considero uma sardinha seguidora da manada que finalmente viu uma luz e começou a nadar no sentido contrário.
            Por hoje era isso!       
  
Pelo menos virei uma SUPER SARDINHA!