domingo, 5 de janeiro de 2020

Fechamento de 2019

Fechamento do ano 2019

                 
     
        Lá se vai mais um ano. E continuamos na luta para se tornar FIRE. Por sermos extremamente conservadores, infelizmente tivemos uma rentabilidade na nossa carteira de cerca de 8.745 % ou 146.77 % do CDI. Vejo o pessoal nos blogs atingindo até 20% de rentabilidade. Acho ótimo. Mas invejo a tolerância ao risco que essas pessoas possuem. Passei o ano com cerca de 90 a 95% aplicado em renda fixa.
        No total tivemos um rendimento das aplicações de R$ 231.386,87 e dos aluguéis de cerca de R$ 33.600. Total de rendimento SEM TRABALHAR R$ 264.986,87. Nem conto o nosso apartamento no litoral pois o DY é tão ruim que já desanimei. O pouco de aluguel que entra neste imóvel está sendo utilizado para pagar a reforma do prédio e os custos de manutenção. Após o término da mesma irei vender o imóvel e possivelmente jogar nas aplicações ou comprar dois imóveis de menor valor.
        Desde novembro venho mudando a minha alocação de ativos. Optei por ter cerca de 80% do patrimônio em renda fixa, 19% em renda variável e 1% no exterior (conta da avenue). 
        Dos 20% que não estão na renda fixa aplicarei cerca de 6% fundos imobiliários, 6% em ações, 7% em fundos multimercados e 1% no exterior.
         Em relação aos fundos imobiliários tenho atualmente os seguintes: Valores divididos igualitariamente entre si. 
- CPTS11b (papel)
- RBRR11
- UBSR11
- VRTA11
- KNCR11
- BCFF11 (FOF)
- LVBI11 (Logistico)
- GGRC11
- XPLOG11
- HGLG11
- FVPQ11 (shopping)
- ABCP11
- MALL11
- RBVA11 (agência e varejo)
- HGRE11 (escritórios)
         Gosto muito de estudar sobre fiis. Já li quatro livros sobre o assunto e até tenho paciência de ler os relatórios. Mas realmente os valores das cotas estão fora da realidade no momento. O P/VPA está fora da realidade. O pessoal está comprando cotas de fundos pagando pela cota 1,73 de P/VPA; é surreal (vide HGLG11). É como comprar um apartamento de 1 milhão de reais por 1,73 milhões. É muita sardinha saindo da renda fixa e comprando FII enlouquecidamente. Sei que sou uma sardinha burra como diria o Bastter, mas nem tanto. 
           Meu plano para 2020 na área de FIIs é participar de eventuais subscrições de FIIs que já tenho e ficar de olho em alguma oportunidade que houver. Fiquei extremamente feliz com a notícia do FRUGAL SIMPLE de que haverá um ETF de FIIs a partir do ano que vem. É chato ficar fazendo stock picking de FIIs. Atualmente temos 15 FIIs, pretendo manter de 15 a 20 FIIs na carteira. Estou de olho no BARI11 agora,  
           Em relação à renda variável realmente não tenho conhecimento suficiente e nem tempo para ficar estudando ações e fazendo stock picking. Portanto, optei por diversificar a parte de ações em 3 fundos de ações, 1 etf e algumas ações que comprei no passado.
- 30 % Absolute Pace Long Biased Advisory FIC FIA
- 30 % IP - Participações IPG FIC FIA BDR Nível 1
- 30% Alaska Black FIC FIA - BDR nível 1
- 10% ETFs e stock picking: DIVO11, BBAS3, PETR3
           Quanto aos fundos multimercados dividi em 4 fundos. Dois mais agressivos e dois mais conservadores:
- Ibiuna Hedge STH FIC FIM: 30%
- AZ Quest Multi Max FIC FIM: 30%
- Kinea Chronos FIM: 20%
- Opportunity Total FIC de FIM
          Pedi resgate do fundo ADAM macro strategy que vem há mais de um ano levando ferro.
          Em relação aos investimentos no exterior, aplico apenas 1% da nossa carteira. Não tenho planos de morar no exterior e acho que perdemos muito quando resgatamos o dinheiro da conta americana e tentamos trazer de volta ao Brasil. Tanto a avenue quanto o remessa online cobram uma porcentagem muito alta para fazer o câmbio dólar para real. Portanto é um dinheiro que é para ficar indefinidamente no exterior e não repatriá-lo. Só aumentaria os aportes caso a corretora nos fornecesse um cartão de débito internacional.
          Dezembro foi um mês de muito trabalho. Fizemos um aporte grande agora no começo de janeiro. A nossa meta é para ser batida em dezembro de 2020 (ter R$ 3.750.000). Fechamos o mês de janeiro com R$ 3.470.000. Provavelmente, mesmo se optar por não aportar mais, a meta será batida até a data prevista. Tudo está se encaminhando para virarmos FIRE em dezembro de 2020 com uma renda passiva de R$ 20.000 reais mês.
          Mas, após muita conversa entre eu e a minha esposa, optamos por manter o aporte por mais um tempo.


            Todo o plano de FIRE exige ajustes. Profissionalmente vemos que no futuro próximo ficará cada vez mais difícil de obtermos uma boa renda. Dentro de 5 a 10 anos dificilmente obteremos uma renda tão alta como temos agora. Portanto, optamos por continuar os aportes porém sem uma taxa de poupança tão agressiva . Optamos por aplicar de agora em diante cerca de R$ 20.000 mensais. Ano passado, principalmente no segundo semestre, aplicamos uma média de 60.000 reais mensais. 
             A idéia agora é curtir. Viajar mais. Ano de 2019 viajamos menos do que em 2018 pois estávamos focados em bater a meta.
             Tá, mas qual é a meta agora?


              Bom, após o casal ter pensado muito a respeito, eu achava que atingir uns 20 k mês de renda passiva era suficiente. Mas, a minha esposa pensa como a nossa ex-presidenta. Ela quer dobrar a META!!!
           

            Caraio!!! Dobrar a meta? Isso mesmo. Ela quer dobrar a meta. A minha idéia era entrar em modo coast fire já no começo de 2020. Parar de aportar e trabalhar somente para curtir. Em cerca de mais 10 anos a meta dobrada seria inevitavelmente batida. Mas quem sabe fazendo aportes mensais de 20 mil reais por mês não conseguimos dobrar a meta em cerca de 7 anos? Ou até mesmo antes conforme a economia melhore e tenhamos mais exposição à renda variável? Esperamos que a figura acima e seu partido fiquem longe do planalto. A realidade é que dá uma tranquilidade indescritível tendo um patrimônio grande trabalhando por nós. A pressão no trabalho diminui e a vida fica mais leve. Sempre tenho em mente aquilo que o Warren Buffet diz: "se você não encontrar um jeito de ganhar dinheiro enquanto dorme, você vai trabalhar até morrer."  
            Ótimos investimentos para todos e um 2020 com muito rendimento e renda passiva. 

Gastos em dezembro/2019


            Somando todos os gastos do casal chegamos ao valor total de R$ 7.021. Foi um mês de muito trabalho, provavelmente foi o mês no qual mais trabalhamos e consequentemente mais faturamos no ano. Não sobrou muito tempo para curtir. De gastos não recorrentes tivemos as compras de presentes de natal. 
             Os principais gastos em ordem decrescente foram: mercado, restaurante, automóveis e presentes. Geralmente os carros são nosso maior custo mensal, porém neste mês não viajamos, gastando menos combustível e não houve nenhuma manutenção ou revisão dos mesmos. Os meses nos quais mais gastamos são aqueles nos quais viajamos. Normalmente nestes os gastos dobram.
             Gastos do casal nos últimos meses:
a) setembro: R$ 9.834
b) outubro: R$ 8.292
c) novembro: R$ 8.521
d) dezembro: R$ 7.021


Nenhum comentário:

Postar um comentário